Bebentes bebem e têm de se controlar.
Eu bebo meu refri e procuro me descontrolar.
Acho que meu caso é menos problemático...
domingo, 21 de setembro de 2008
Sobre o álcool
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Monotone, monocromatic, monotheistic
Kael's got her at his bed
Inegately empty he declared
"Let me see what she's got"
Lovely nude made him mad
Monocromatic ridiculous sex
Ended his heart and mind bad
terça-feira, 19 de agosto de 2008
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Egocentrismo e dominação
"-A que horas você tem que ir à faculdade? - perguntei, dando-lhe a entender que não pretendia me demorar em seu apartamento.
-Teria que ir às sete. São seis.
-Teria que ir? - insisti.
-Sim, caso você queira que eu vá...
-Por que não ia querer?
-Por que talvez você não queira ficar aqui sozinha me esperando - respondeu com um sorriso irônico na cara.
Ele tinha assumido que eu ficaria, com prepotência (eu queria que ele quisesse que eu ficasse, mas não ia dizer nada). E continuamos conversando sobre algum assunto supérfluo quando percebi que eram seis e meia.
-Você não vai conseguir chegar à faculdade...
-E se eu não quiser ir?
-Você tem que ir.
-Por quê?
-Porque não pode faltar. Além disso, não quero impedi-lo.
-Tem certeza?
-Faça como quiser, de todo jeito, já estou de saída.
-Mesmo?
-Sim, não tenho mais o que fazer aqui. Vim para conversar um pouco e já falamos o que havia para falar. Já posso ir.
Com uma postura dominadora ele pôs-se de pé atrás de mim. Eu estava quase tremendo. Ele pôs as mãos nos meus ombros e falou que eu tinha um machucado nas costas. Arrancou uma casquinha com a unha. Não me mexi. Estava tremendo. Ele começou a me massagear, acariciou minhas costas, me beijou no pescoço.
-Parece que você não esta reclamando - disse, arrogante.
Os beijos e as carícias se tornaram mais contínuas, então resolvi me mover e fingir que me despedia.
-Será que sua namorada vai gostar do que você está fazendo?
-Para mim você gostar já é o suficiente - respondeu.
-Muito bem, já vou.
-Tem certeza de que quer ir?
-Não.
-Então por que vai?
-Você tem que ir à faculdade...
-Hã hã - e se aproximava de mim.
-E porque não está certo...
-Hã-hã - agora estava acariciando minhas costas.
-E porque...
-Sim? - agora sua boca estava a meio centímetro da minha - Quer ir? Vamos, se quiser - respondeu e se afastou de mim.
Claro que não fui."
CIELO LATINI. Abzurdah [pg.105-106]
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Fruto de uma inspiração alheia
Estava frio, um nevado inverno, e ouvia uma sutil chaleira mais adentro. Observava-te, petrificada com o frio e o vento, com os cabelos soltos a se dispersar no sopro gélido. Aproximando-me, pego tua mão, beijo-a, tomo-te em uma dança, silenciosa, a musicar em nossas mentes, por alguns instantes. Cesso por um momento, sutilmente, enrolo-te em um cobertor, e noto tua face mais corada, sussurro-o. Beijo-te, sim, agora nos doces lábios, e prosseguimos. A sutileza extasiante nos faz, assim, devanear insanamente, e nada mais importa.
A inspiração alheia
"...Havia neve, fragoroso som de chaleira; estava petrificada com o frio e o vento, meus cabelos soltos se dispersavam, pegava minha mão, beijava-a e dançávamos um instante, em seguida enrolava-me em um cobertor e dizia que eu havia corado, beijava-me, agora nos lábios, e prosseguíamos. Devaneava insanamente enquanto as colisões perfeitamente elásticas e inelásticas suplicavam-me respostas. Dei-as"
by
Leozoide
at
2:05 AM
terça-feira, 22 de julho de 2008
Einsamkeit oder Zweisamkeit?
A lua, lumiosa e branca no céu. Vento sereno, sutil. Noite a cobrir tudo. Aromas campestres, doces. Talvez uma praça, uma lagoa, um campo, uma rua, uma escadaria, um alpendre, um morro, uma árvore, contanto que silenciosamente. Paz de espírito, tudo a repousar, obscuro e resplandescente.
E vem a pergunta, sobre o melhor, o mais pleno:
Solidão ou alguém com quem estar?
[toda a imagem, a paisagem, a ilusão, torna-se incrivelmente e esmagadoramente magnífica; às vezes sua beleza não é suportável, assim me surge a pergunta]
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Águas represadas
É incrível o efeito que quantidades imensas de água fazem. Sentado aqui, à sombra, observo a resplandescente superfície aquosa que me sorri, serena, e serena me torna. Superfície essa de consideráveis proporções. Não sei o que é exatamente - o brilho, a serenidade, a imensidão, o azul - que acalma a alma e atiça o espírito à liberdade; mas não importa a causa, ela obtém seu esperado efeito.
Choro agora, pelo brilho das imensas águas e pelo gélido vento que me beija a face e o corpo todo, choro feliz pela minha ávida liberdade.
domingo, 13 de julho de 2008
Sobre a curvatura do universo
Assim como venero a redonda lua e a noite que nos envolve, como creio,
adoro e admiro teus seios,
que arrepiam ao meu toque
e tão quentes sempre me parecem.
sei-os. sei-vos. sê-vos!