Pessoa perdida significa pessoa livre?
Pessoa livre significa pessoa perdida?
terça-feira, 18 de maio de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Algo estranho ocorreu agora, uma espécie de "click" existencial. Não sei se foi uma epifania, parece algo como dobrar uma esquina, sentindo então que, sim, o caminho é o mesmo, mas está por base diferente. Parece mais, na verdade, como se tivesse subido uma ladeira, e agora posso ver como tem sido meu caminho, e posso analisar como posso melhorar o caminho adiante. Sinto que posso, afinal, fazer melhorias na trilha, não mais cego e inventivo. Agora tenho resquícios e pegadas o suficiente.
[Que este sentimento/ânimo não me deixe]
domingo, 27 de dezembro de 2009
...Acontece que ultimamente eu tenho me alimentado de sentimentos múltiplos, todos os que consigo arranjar. Ando muito aberto, talvez por estar previamente vazio, mas não tenho certeza. Muita coisa tem me captado o interesse, muitas coisas diferentes do que geralmente eu venho a ver. Sentimentos, vários. Esse é um deles, o do natal. Independente de minhas opiniões quanto a religião, achei isso tudo muito bonito e com significados que eu antes não conseguia entender, ou sentir, ou me comover. Há outros sentimentos que têm me captado a atenção também, mas não há muito o que falar agora.
Eu adoro sair da minha vida. Adoro ver coisas outras, sentir variedades de situações e sentidos que antes não se via ou que há muito não se via. Adoro sair da rotina, da cidade, do pensamento enjaulado, mesmo que pretensamente livre...
[Em conversa com a Sindy, no google wave, na madrugada de natal]
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Rascunho comportamental
Jovem nenhum está satisfeito com o que é. Não importa a magnificência pessoal, a habilidade artística, a harmonia da família, a capacidade intelectual, a tranquilidade financeira, a habilidade interpessoal. Há sempre um ponto que escapa, que frustra, que desespera.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Parmênides se equivoca
Energúmeno é o fato de que as pessoas mudam, deixam de sê-las, de um modo inconveninente. Gosto muito de pessoas no passado, que pouco me importam no estado presente.
A gente perde tantas pessoas que tinham potencial...
Ainda bem que também ganhamos tantas outras..
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Eis a questão
De um lado do ringue, a visão fria de mundo, que não quer se deixar levar por ilusões ou levianeidades, que quer preto no branco. Não há deuses, motivos sublimes, apenas nascemos para crescermos, nos reproduzirmos e morrermos, o que há entre isso é para matar o tempo. É assim pois é a verdade lógica do universo, um pensamento amadurecido, liberto das fraquezas humanas, das "muletas mágicas".
Do outro lado do ringue, a visão idealista do mundo, que vive entremeante em ilusões, belezas não necessariamente verdadeiras. Enfeita a existência para seu próprio deleite, guia-se pelo lado humano no âmbito menos racional, pois está ciente de que racionalismo demais é nocivo. Chamam-no fraco, mentiroso a si mesmo, mas não se hesita.
Enfim, a questão é a seguinte:
a verdade fria e desoladora ou a ilusão feliz, descompromissada?
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Diplomacia
Quiseram me ensinar diplomacia. Mas na fúria de observar as mentiras fáceis, o cinismo intrínseco não foi notado. O fato é que menti tanto nos últimos meses que sinto repulsa de mim mesmo. Mentiras diplomáticas; certamente mal-direcionadas e egoístas, mas diplomáticas.
Por mais que eu tente adentrar na devassidão e no hedonismo, meu corpo se nega e só se vêem cicatrizes sobre o pouco desfrute. "O sofrimento traz sabedoria", mas vale mesmo a pena? Que parte do ser pode ser utilizada sem demasiado dano, se a mente, alma ou corpo? Já questiono o quanto posso retomar meu estado equilibrado... Ou o quanto estou sendo sábio no desperdício do meu corpo e alma... A cada vez sei mais coisas, mas estou utilizando esse conhecimento realmente? Pois pelo que vejo estou apenas cometendo os mesmos erros horríveis de antes, e me tornando a pior pessoa possível quando a onda passa...
sábado, 6 de dezembro de 2008
Fragmentações aglutinadas
O beijo às vezes torna-se uma ferramenta de intimidade, pois sem ele a aproximação é demasiada lenta e gradual. É um modo de baixar defesas e integrar emoções, receber e doar certa dose de confiança. É afinal um fenômeno louco com efeitos psicológicos incomuns, mas que quer dizer tudo o que tem que dizer. Não há muito o que possa ser sabido, ou nada, mas sei que depois de um tempo descobre-se a sutil diferença entre dar um beijo e acorrentar a alma, principalmente deve-se ter essa iluminação quando se cresce crendo em neuroses puritanas. Viver nos recatos clérigos arcaicos faz muito mal aos que anseiam a liberdade de espírito e mentalidade. Por fim, viva atento ao vento, e na meta de ser o ser mais perfeito que possa vir a ser.
domingo, 30 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
As coisas dão-se
Sempre me reequilibro. A questão de ajudarem influencia no tempo de recobrar-me, e no estado que sairei de cada situação caótica.
Sobre a mutabilidade humana induzida
Me pergunto se as pessoas deslocadas e não amadas têm possibilidade de sair de tal situação. Se aquele que ninguém acha legal, q ninguém considera, se a rejeição está infundida nele ou se é algo adquirido e desadquirível...
Me pergunta também se as pessoas mudam. Eu dou conselhos às pessoas de como mudar, serem melhores pra elas e para as pessoas a volta, mas admito que realmente não sei se as pessoas podem mudar. Ainda mais com o fato de eu não dar crédito ao conceito de livre-arbítrio.
De qualquer modo, tudo é triste assim...
domingo, 28 de setembro de 2008
Aquem do bem e do mal
O problema de fazer coisas boas é que as pessoas pedem bis.
Precisa-se ser muito bom para ser bom.
Parece então que ser mau é mais fácil, talvez até mais divertido.
Então por que ser bom?
terça-feira, 22 de julho de 2008
Einsamkeit oder Zweisamkeit?
A lua, lumiosa e branca no céu. Vento sereno, sutil. Noite a cobrir tudo. Aromas campestres, doces. Talvez uma praça, uma lagoa, um campo, uma rua, uma escadaria, um alpendre, um morro, uma árvore, contanto que silenciosamente. Paz de espírito, tudo a repousar, obscuro e resplandescente.
E vem a pergunta, sobre o melhor, o mais pleno:
Solidão ou alguém com quem estar?
[toda a imagem, a paisagem, a ilusão, torna-se incrivelmente e esmagadoramente magnífica; às vezes sua beleza não é suportável, assim me surge a pergunta]
terça-feira, 1 de julho de 2008
Oscar Wilde
"Sim, sou um sonhador. Sonhador é quem consegue encontrar o próprio caminho ao luar e, como punição, vê o alvorecer antes do resto do mundo"
domingo, 29 de junho de 2008
Posso te dar um beijo?
Beijos, beijos... coisas loucas são eles...
Traduzem toda uma alma, todo o significado de tudo que se trouxe...
É um símbolo do sagrado, do divino,
o beijo é a materialização do que há de mais espiritual e intenso.
Seria cruel negá-lo a quem o mereça...
Por que [ou não] sermos cruéis?