"Quanto à verdade necessária para as escolhas de forma clara, as escolhas verdadeiras que só ocorrem por meio de total concepções dos fatos, bem, eu não acho a verdade muito bonita, como queria que minha vida fosse situada em outro século, em um romance em que eu poderia caminhar ao pôr-do-sol e conversar com alguém como se estivéssemos decidindo o que é certo e errado, mas sabendo que à noite iríamos apenas dormir, acender o fogo! Seríamos só eu e minha companhia, e não haveria tempo para que me julgassem, nem pessoas capazes, sempre consigo dissuadi-las que me julguem, mas tenho medo, não suporto a verdade às vezes. Sou covarde? Sou, mas há certa beleza nessa covardia que retenho."
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Algo estranho ocorreu agora, uma espécie de "click" existencial. Não sei se foi uma epifania, parece algo como dobrar uma esquina, sentindo então que, sim, o caminho é o mesmo, mas está por base diferente. Parece mais, na verdade, como se tivesse subido uma ladeira, e agora posso ver como tem sido meu caminho, e posso analisar como posso melhorar o caminho adiante. Sinto que posso, afinal, fazer melhorias na trilha, não mais cego e inventivo. Agora tenho resquícios e pegadas o suficiente.
[Que este sentimento/ânimo não me deixe]
domingo, 21 de fevereiro de 2010
domingo, 27 de dezembro de 2009
...Acontece que ultimamente eu tenho me alimentado de sentimentos múltiplos, todos os que consigo arranjar. Ando muito aberto, talvez por estar previamente vazio, mas não tenho certeza. Muita coisa tem me captado o interesse, muitas coisas diferentes do que geralmente eu venho a ver. Sentimentos, vários. Esse é um deles, o do natal. Independente de minhas opiniões quanto a religião, achei isso tudo muito bonito e com significados que eu antes não conseguia entender, ou sentir, ou me comover. Há outros sentimentos que têm me captado a atenção também, mas não há muito o que falar agora.
Eu adoro sair da minha vida. Adoro ver coisas outras, sentir variedades de situações e sentidos que antes não se via ou que há muito não se via. Adoro sair da rotina, da cidade, do pensamento enjaulado, mesmo que pretensamente livre...
[Em conversa com a Sindy, no google wave, na madrugada de natal]
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
A pintura é
Um dia chuvoso, suave. As venezianas barram boa parte da luz: aquela nociva aos olhos cansados da vida, ou da existência em vigília. O ambiente todo assenta-lhe suave para os sentidos frágeis, inclusive o sofá onde se deita, melacólica-nostagicamente. Ela olha para o teto branco, imaginando que talvez fumaria se pudesse, para tornar a memória áspera da existência cada vez menos real. Felizmente para ela, o ambiente sutil a fez sair de si, e as lágrimas represadas não parecem mais tão nervosas. A respiração parece querer parar a qualquer momento, no transe congelado em que se encontra, mas estranhamente se mantém. Num dado momento, suspira, e se pergunta quanto mais viverá daquele jeito [Ou, mais pessimista, o quanto mais durará a vida - que é só aquilo?]
sábado, 31 de outubro de 2009
Contente!
Eu não me contento.
Não me contento com o pouco, o mesquinho, o fraco.
Não me contento em dormir com a noite toda pela frente.
Não me contento com uma vida, quando posso ter todas as vidas possíveis.
Meu corpo não aguentaria, minha existência e materialidade filosófica se aniquilariam.
Mas ainda assim, incontentável.
Como me contentaria?
Assim, incontente, sofro de várias sortes de violências da existência.
Violências que não se contentam.