Eu não me contento.
Não me contento com o pouco, o mesquinho, o fraco.
Não me contento em dormir com a noite toda pela frente.
Não me contento com uma vida, quando posso ter todas as vidas possíveis.
Meu corpo não aguentaria, minha existência e materialidade filosófica se aniquilariam.
Mas ainda assim, incontentável.
Como me contentaria?
Assim, incontente, sofro de várias sortes de violências da existência.
Violências que não se contentam.
sábado, 31 de outubro de 2009
Contente!
by
Leozoide
at
12:59 AM
Assinar:
Postar comentários (Atom)
7 idéias:
Acho que não deve se contentar mesmo. Tantas vidas possíveis, se resumir a uma só.. nem rola.
axé!
Me parece ser tão preso a questões torpes e vagas. Não entendo o porque.
Do que adianta se torturar com pensamentos? Onde isso leva se não à loucura ou vazio?
Controle-se e saberá o que lhe contentará.
não posso falar nada, sou uma incontente patalógica.
[respondendo]
é uma coisa fútil sobre mim.
não.
Como Teto disse.
É possível se contentar com algo sabendo-se que poderia ter bem mais?
contentar-me parece uma espécie de morte, de desistir da vida, de querer mais.
Não sou dado ao estoicismo, acho que as paixões criam a vida, e a pintam do modo a lhe prover beleza.
mas acabo mesmo me torturando com esse tipo de coisa...
Nu. Parabéns, Leo, a de dormir matou..
Postar um comentário